domingo, 30 de agosto de 2015

Revivendo a História Mundial

Quando se fala de ditadura militar, logo nos vem na cabeça mortes e torturas, porem essa historia é contada por uma parte da sociedade, e não por ambas as partes envolvidas.


Não se pode negar que houve mortes e torturas (de ambas as partes) no regime militar, mas não foram apenas esses fatos que aconteceram no regime.


Alguns estudos atuais mostram que havia preparação de um golpe pela esquerda ou pela direita, porem essa ultima foi mais rápida. Existe um preconceito natural com o regime militar, e nem se procuram ouvir as duas partes.


Os militares não foram prejudiciais à sociedade brasileira, da forma que se fala. O objetivo nessa postagem, não é defender o regime ditatorial, e sim mostrar a historia com imparcialidade, como todos os historiadores e professores deveriam fazer, mas infelizmente nem todos querem ser imparciais, e defendem ideias pessoais em suas aulas, colunas, matérias e etc.


Na economia os militares trouxeram conquistas inegáveis para o Brasil, entre em 1967 e 1973, a economia alcançou os mais altos índices de crescimentos econômicos, PIB de 14% comparado, hoje somente com os da China.


Houve aumento das exportações de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões, modernização do parque industrial brasileiro e aumento da oferta de emprego, (13 milhões de empregos foram criados) o trabalhador teve direitos regulamentados como o 13° salário e a criação do FGTS, PIS, PASEP.


A legislação trabalhista criada por Vargas só atendia ao trabalhador urbano, foi com o Regime Militar que a legislação trabalhista foi estendida ao campo, além de uma proposta de reforma agrária (Estatuto da Terra) que só não foi aprovada pela resistência histórica que a elite agrária, infiltrada no Congresso Nacional, sempre sabotou a proposta.


No Regime Militar, a Petrobras, a maior empresa brasileira, ganhou investimentos pesados dos militares, a empresa que antes produzia 75 mil de barris de petróleo por dia, começou a produzir 750 mil barris por dia, 10 vezes mais, o governo militar queria que o Brasil fosse independente de petróleo, o programa Pró-álcool também foi feito para diminuir a deficiência energética do Brasil, diminuindo nossa dependência do Petróleo.


Mesmo com o esgotamento do milagre econômico, o governo Geisel reatou relações diplomáticas com a China, país socialista que dava inicia ao processo de abertura econômica e era uma perspectiva de um novo mercado, hoje a China é o maior parceiro comercial do Brasil.


No Plano social ocorreram grandes conquistas, como o país estava aumentando sua industrialização, a população urbana cresceu. O governo militar criou o Banco nacional da Habitação (BNH) com o objetivo de financiar casas populares para o povo, 4 milhões de moradias foram construídas e milhares de famílias foram beneficiadas com taxa de juros baixa e longo prazo para pagar.


Os militares também investiram na educação, pois precisavam de mão de obra qualificada para o país que andava passos largos para industrialização, implantou no Brasil curso de mestrado e doutorado, criou o programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador, foram criadas 16 Universidades; no período militar 10 milhões de estudantes estavam matriculados nas escolas publicas.


Além disso, o governo fechou uma parceria com os Estados Unidos e criou o Mobral, um programa que tinha como objetivo diminuir o analfabetismo no país. Eram aulas destinadas a adultos que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever, equivalente ao atual EJA. Foi responsável também pela construção das maiores usinas do mundo: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú; implementação dos Polos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari). Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país, implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros.


O Regime militar, teve seus pontos negativos, porem também teve muitos pontos positivos, a historia ira conta sempre sobre as torturas e perseguições (Que realmente houve) porem não ira falar dos pontos positivos que os militares alcançaram.


A famosa frase sempre se repete em nossas vidas: A HISTORIA E CONTADA PELOS VENCEDORES.


Esse texto não foi um terço dos avanços que o regime militar proporcionou ao país e lembramos mais uma vez que o nosso objetivo não é defender o regime ditatorial, e sim mostrar os avanços conseguidos na época.


Eduardo Freitas

1964: Seus professores mentiram muito para você. Entrevista com Marco Antônio Villa.


 

Nada é um sinal a menos que seja interpretado como um sinal

O que é Pragmatismo?


Pragmatismo é uma doutrina filosófica cuja tese fundamental é que a ideia que temos de um objeto qualquer nada mais é senão a soma das ideias de todos os efeitos imaginários atribuídos por nos a esse objeto, que passou a ter um efeito prático qualquer.

O pragmatismo é um pensamento filosófico criado, no fim do século XIX, pelo filósofo americano Charles Sanders Peirce (1839-1914), pelo psicólogo William James (1844-1910) e pelo jurista Oliver Wendell Holmes Jr (1841-1935), que opondo-se ao intelectualismo, considera o valor prático como critério da verdade.

Ser partidário do pragmatismo é ser prático, ser pragmático, ser realista. Aquele que não faz rodeio, que tem seus objetivos bem definidos, que considera o valor prático como critério da verdade.

Ser pragmático é ter seus objetivos bem definidos, é fugir do improviso, é se basear no conceito de que as ideias e atos só são verdadeiros se servirem para a solução imediata de seus problemas.

Tributos ficam com 45% da produção; sistema financeiro arca com apenas 15%.

Tributos ficam com 45% da produção; sistema financeiro arca com apenas 15%.

A carga tributária incidente sobre a indústria de transformação brasileira atinge 45,4% do seu PIB. Ou seja, quase metade de tudo o que é produzido pelo setor é direcionado para o pagamento de tributos. A indústria tem a carga tributária mais elevada entre todos os setores. Os dados são do estudo A Carga Tributária para a Indústria de Transformação, do Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O total de impostos recolhidos pelos bancos, por exemplo, é de apenas 15,59%, segundo outro levantamento, do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
Com o aumento do IRPJ e da CSSL, na Medida Provisória 232/2004, para as empresas de serviços, o lucro arbitrado passou de 38,2% para 48%, ou seja, superior ao lucro arbitrado para os Bancos, que é de 45%, conforme artigo 536 do Regulamento do Imposto de Renda.
As alíquotas de PIS e COFINS para as empresas de serviços que optarem pelo lucro real é de 1,65% e 7,6% (Leis 10.637/2002 e 10.833/2003), enquanto que para as Instituições Financeiras é de 0,65% e 4% (IN-SRF 247/2002).
Os Bancos não estão sujeitos à retenção do PIS, COFINS, IRF e CSLL sobre suas receitas. No entanto, das empresas de serviços é retido até 6,15% sobre o faturamento (veja o cálculo: IRF: 1,5%, PIS, 0,65%, COFINS 3%, CSLL 1%). A MP 232/2004 ampliou as alíquotas do IR retido e as empresas sujeitas à retenção, como as transportadoras.
Bancos, por exemplo, pagam menos impostos no Brasil que o conjunto dos assalariados. Um exemplo sugestivo e muito recente: Bradesco e Itaú foram flagrados em operações em paraísos fiscais, que lhes propiciaram, apenas em 2009, abater US$200 milhões em tributos.
Artimanhas contábeis, por exemplo, permitem que um banco lance o pagamento de dividendos como gasto com juros, abatendo o montante do imposto. Assim por diante.

sábado, 11 de julho de 2015

Todas as revoluções socialistas fracassaram e fracassarão.

revolução socialista Há cerca de quinhentos povos aborígines na Austrália. Um deles se chama Yir-Yoront. Até o início do século vinte, os Yir-Yoront estavam completamente isolados da civilização. Viviam feito homens da caverna, sobrevivendo da caça, da coleta de vegetais e da pesca, possibilitada graças a canoas que eles construíam a partir de grandes troncos de árvore. Até o exato momento em que uns poucos missionários anglicanos alcançaram a foz do rio Coleman, no nordeste da Austrália, em 1915, nossos aborígines não tinham acesso a nenhuma grande invenção da humanidade. Pólvora, relógio, vidro, óculos, bússola, plástico, nada disso havia sido apresentado. Os Yir-Yoront desconheciam a escrita, a agricultura e a metalurgia. Não possuíam um sistema de governo, uma corte judicial ou um liceu de artes. Viviam na mais abjeta ignorância. Apesar disso, no reino da escuridão, carregavam algo que é tão antigo que se confunde com a própria natureza humana, e que ainda assim equivocadamente atribuímos ao homem moderno: um indestrutível sistema de comércio.

Como caçadores-coletores, os machados de pedra polida eram altamente valorizados entre os Yir-Yoront. Serviam para todos os fins – construir moradias e canoas, caçar, juntar lenha, extrair raízes. Só havia um porém nessa história: as pedreiras mais próximas da tribo ficavam há seiscentos quilômetros ao sul. Longas viagens em busca da criação de seus doces machados poderiam levar anos de caminhada num cenário tão selvagem quanto o de Mad Max. Felizmente, havia o comércio. Toda pedra que os Yir-Yoront precisavam chegava regularmente através de outras tribos que viviam perto das pedreiras – uma longa fila de verdadeiros parceiros comerciais passavam as pedras de mão em mão, em troca de outros produtos. Enquanto isso, na vantagem comparativa, lanças com pontas providas de ferrão de arraia faziam o caminho inverso.

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Os Yir-Yoront eram intermediários nesse processo: compravam machados de pedra dos vizinhos do sul em troca de lanças de ferrão de arraia, enquanto vendiam machados de pedra para os vizinhos do norte por mais um punhado de lanças. No meio disso tudo, obtinham aquela palavrinha tão amaldiçoada por uma geração absolutamente dependente da divisão de trabalho: lucro. O processo era rentável. Quanto mais ao sul, mais valiosas eram as lanças com ferrão; quanto mais ao norte, mais caros eram os machados de pedra. Cada tribo tinha sua forma de negociação e a grande maioria delas não produzia nem uma coisa, nem outra. Tudo era dirigido de forma voluntária, como se controlado por uma imensa mão invisível. Não eram necessários governos, aparatos jurídicos robustos ou agências reguladoras.

E nada disso acontecia sem um propósito. O mercado é uma extensão da natureza humana, que se tornou tão fundamental para a nossa existência quanto comer ou se comunicar. Ele é aquilo que o sociólogo alemão Georg Simmel chamava, há mais de cem anos, de “uma das mais puras e mais primitivas formas de socialização”, que cria “uma sociedade no lugar de uma mera coleção de indivíduos”.

Antes de tudo, havia o mercado. A escrita nasceu há cinco mil anos como forma de registrar as transações econômicas. Nossos primeiros documentos históricos – ainda marcas em argila cozida – são registros de transações de longa distância de grãos e metais entre a Mesopotâmia e o sul da Arábia. A matemática seguiu o mesmo caminho: foi inventada no Crescente Fértil para computar custos e estabelecer preços. A troca é parte da nossa condição há pelo menos tanto tempo quanto o Homo sapiens é uma espécie. Não por acaso, mercados são inabaláveis. Quando governos o derrubam de modo oficial, eles surgem de modo paralelo. E surgem sempre banhados de sangue.

E não vá pensando que é possível controlá-lo. A descentralização é parte fundamental da construção de um mercado. E é exatamente por isso que as economias centralizadas falham (além da evidente incapacidade do cálculo econômico). Como disse o teatrólogo tcheco Vaclav Havel, que viveu as dores de uma revolução socialista:

“Embora meu coração possa estar à esquerda do centro, sempre soube que o único sistema econômico que funciona é a economia de mercado. É a única economia natural, a única que faz sentido, a única que leva à prosperidade, porque é a única que reflete a própria natureza da vida. A essência da vida é infinita e misteriosamente multiforme e portanto, em sua plenitude e variabilidade, não pode ser contida ou planejada por qualquer inteligência central.”

Sim: a única economia natural. Nas ruas das principais cidades, os mercados reinam soberanos. Sobrevive ante os cassetetes policiais, percorre as gargantas nos gritos contra o rapa, resiste aos cobertores e às mercadorias clandestinas e às sacolas pretas, aquece as canelas dos ambulantes que correm em desespero. Em Hanói, no Vietnã, os moradores apelidaram os balcões de feira de “mercados de rãs”, pela agilidade dos ambulantes em fugir da polícia, levando as frutas, os legumes e os utensílios domésticos em grandes cestas. Apanhar, ver seus produtos destruídos, conviver com o medo e a repressão, são tarefas cotidianas. Nada, porém, que abale as estruturas do mercado.

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Na adversidade, o mercado é o único sopro de sobrevivência. Segundo R.A Radford, um britânico capturado pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, havia um complexo mercado de guerra nos campos prisionais: os capturados negociavam as roupas e os mantimentos enviados pela Cruz Vermelha (latas de leite, geleia, manteiga, artigos de higiene e até chocolate) e usavam os cigarros como meio de troca. E tudo funcionava seguindo a mesma lógica dos mercados na esquina de onde você mora – através de oferta e demanda: sempre que chegava uma nova leva de prisioneiros famintos a comida tornava-se mais cara. Além disso, se o pão comercializado, por exemplo, fosse daquele dia, tinha um determinado preço, se fosse da semana passada, tinha outro valor.

Segundo Radford, havia até mesmo um mercado financeiro primitivo, de prisioneiros concedendo empréstimos, e um mercado de trabalho, com pessoas oferecendo serviços de pintura de retratos e de lavanderia. Alguns prisioneiros se estabeleciam como intermediários: compravam os produtos básicos nas partes mais baratas do campo e vendiam nos lugares mais caros – exatamente igual nossos Yir-Yoront. O mercado era tão complexo que era possível encontrar até um proprietário de barraca de café vendendo chá, café e cacau cobrando dois cigarros por copo.

Nos campos de refugiados ruandeses no Congo (antigo Zaire), em 1995, segundo um relatório do Alto Comissariado para Refugiados da ONU, havia cerca de 82 mil negócios – mercados de comida, restaurantes, cabeleireiros, alfaiates, fotógrafos.

Mesmo nos regimes socialistas, eles jamais foram dizimados. Na União Soviética, os mercados funcionavam à revelia. No início dos anos 60, o valor anual das mercadorias e serviços produzidos e vendidos ilegalmente na URSS representava 5 bilhões de rublos. No final dos anos 80, esse valor atingiria cerca de 90 bilhões. Em 30 anos, a economia oficial cresceu 3,6 vezes e a paralela 14 vezes. Em 1960, ela representava 3,4% do PIB oficial. Em 1988, já havia atingido 20%. Quanto mais a economia planificada falhava, mais o mercado era presente. Quanto maior era sua força, maior era a pressa do socialismo em direção à queda. Ou, como dizia uma anedota nas esquinas do leste europeu durante os últimos anos de regime – o socialismo era o caminho mais longo entre o capitalismo e o capitalismo.

No Vietnã, há um provérbio que diz:

“Tentar parar um mercado é como tentar parar um rio.”

Do mercado indígena de Otavalo, no Equador, ao Mercado Kejetia, em Kumasi, Gana; da Feira de Camelos, onde mais de 50 mil camelos são comercializados anualmente, em Pushkar, na Índia, ao Mercado Flutuante de Bangkok, na Tailândia; do Mercado de Djemaa el Fna, em Marrakech, no Marrocos, ao Mercado de Peixes Noryangjin, em Seul, na Coreia do Sul; do Mercado tribal em Bati, na Etiópia, ao Mercadão de São Paulo, no Brasil; da jangmadang norte-coreana ao mercado negro cubano – a concepção da humanidade foi moldada em torno da troca, da negociação, da busca pela vantagem comparativa, do lucro, da propriedade e do comércio. Toda tentativa de exterminar esses valores acomete uma chacina contra nossa própria natureza. Definitivamente, não há humanismo possível longe dos mercados.

RODRIGO DA SILVA

http://spotniks.com/todas-as-revolucoes-socialistas-fracassarao-e-esse-e-o-principal-motivo/