sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Salário do servidor público cresceu 23,5% em três décadas. No setor privado, valor caiu.


Se alguém tinha alguma dúvida em relação às significativas diferenças entre os salários de servidores públicos, de todas as esferas federativas e Poderes, e a iniciativa privada, um novo estudo do Ipea ajuda a dirimi-las. Em pouco mais de três décadas, a remuneração mensal média no setor público teve um ganho real de 23,5%. Enquanto isso, no setor privado, o vencimento médio encolheu 4%. Os dados constam do Atlas do Estado Brasileiro 2019, divulgado nesta sexta-feira (6).

De acordo com o estudo, a remuneração média mensal dos servidores passou de R$ 3,4 mil em 1986 para R$ 4,2 mil em 2017, o que corresponde a um ganho médio anual de 0,73%. Na outra ponta, a remuneração média para trabalhadores da iniciativa privada registrou leve recuo no acumulado desses 31 anos: passou de R$ 2,5 mil em 1986 para R$ 2,4 mil em 2017. Todos os valores do estudo foram corrigidos pela inflação até janeiro de 2019.


Apesar do crescimento acumulado nos 31 anos abarcados pela pesquisa, a evolução do salário dos servidores não foi linear. Segundo o Ipea, as remunerações no setor público ficaram estagnadas ou até recuaram em termos reais entre 1986 e 2003, na média de todos os funcionários federais, estaduais e municipais. O período de ganho se concentrou entre 2003 e 2014. De lá para cá, os salários ficam estabilizados.

“Contudo, a estabilidade observada até 2003 resulta em grande medida da estagnação das remunerações médias no nível federativo municipal. Quando estes níveis são desagregados, a trajetória de aumento no setor público estadual e federal se inicia antes, por volta de 1994”, explica o estudo.

A avaliação do Ipea considerou os dados dos servidores federais (civis e militares), estaduais, municipais e dos demais Poderes. Não levou em conta, no entanto, a remuneração mensal média das empresas públicas e de capital misto, porque não foi possível identificá-las e separá-las dentro do respectivo nível federativo. No entanto, a variação da remuneração média nessas companhias foi maior: passou de R$ 5,7 mil em 1986 para R$ 8,5 mil em 2017.

Servidor público federal ganha mais que estadual, que ganha mais que municipal

Dentro do funcionalismo público, há uma escala clara em relação à remuneração: a do Executivo federal é superior à do Executivo estadual, que por sua vez é maior que a do municipal, ao longo dessas três décadas.

“Em geral, os salários médios no Executivo caíram, de 1986 a 1992, possivelmente na esteira das sucessivas crises econômicas, inflação e políticas do governo Collor. A partir de 1994, as remunerações no Executivo estadual e municipal iniciam tendência de crescimento, que nos estados se interrompe em 2014. No Executivo federal, o crescimento da remuneração se inicia de modo mais consistente a partir de 1997 até 2011, quando se estabiliza”, informa o Atlas.

Além de já serem maiores no início da série histórica construída pelo Ipea, os salários pagos pela União também cresceram mais ao longo do tempo, o que aumentou a disparidade entre os ganhos dos servidores federais e os das demais esferas.

No nível federal, a remuneração média passou de R$ 4,8 mil em 1986 para R$ 8,5 mil em 2017, o que significa um aumento médio anual real de 1,8%. Nos estados, os salários médios passaram de R$ 3,6 mil para R$ 4,6 mil no período, com crescimento real médio de 0,8% ao ano. Entre os servidores municipais, a média variou de R$ 2 mil para R$ 2,8 mil neste período – um aumento real anual médio de 1,1%.

Quando se analisa os salários dos Legislativos, os salários dos servidores do nível federal seguem superiores aos dos demais servidores. Mas, nesse caso, a remuneração mensal média dos servidores federais e municipais caiu ao longo dessas três décadas analisadas, enquanto que nos estados ela aumentou.

No Legislativo federal, os salários médios diminuíram de R$ 12 mil para R$ 9,9 mil entre 1986 e 2017, o que corresponde a uma variação média anual negativa de 0,6%. Isso significa que os reajustes, quando ocorreram, não repuseram toda a inflação.

Nos estados, os salários médios dos fucionários das assembleias legislativas aumentaram de R$ 6,3 mil para R$ 7,8 mil no período, o que representa uma variação de 0,67%, na média anual. Enquanto isso, os salários nas câmaras municipais caíram de R$ 4,8 mil para R$ 4,1 mil, o que corresponde a um recuo médio de 0,44% ao ano.

Quem ganha mais entre os servidores públicos

Os maiores salários e aumentos anuais foram registrados entre os servidores do Judiciário. “De 1996 a 2009 o Judiciário federal registrou forte aumento da remuneração média e, desde então, os valores se reduziram e, depois, se estabilizaram”, explica o Atlas do Ipea. A remuneração na esfera federal passou de R$ 7,4 mil para R$ 14,1 mil em 2017, um crescimento anual médio de 2%.

“No Judiciário estadual, o crescimento quase contínuo foi mais prolongado, de 1997 a 2014, quando o valor se estabiliza”, explica. Neste nível, os salários passaram de R$ 5,8 mil para R$ 10,8 mil, uma evolução média de 2% ao ano.

A trajetória do aumento do salário do servidor público

O Ipea avalia que a evolução das remunerações médias do setor público teve trajetória distinta ao longo do tempo. A primeira ocorreu de meados dos anos de 1980 até a implantação do Plano Real, em 1994. O período seguinte foi até 2003, quando se iniciou um movimento de aumento continuado até 2014. “Desde então, a crise econômica produziu estabilidade ou retração das remunerações médias”, explica.

Entre 2004 e 2007, a despesa com pagamento de salários de servidores públicos na ativa passou de 9,6% para 10,5% do PIB. A avaliação do Ipea é de que esses dados estão longe de revelar um setor público em “expansão descontrolada”. “Indagamos, a partir desse cenário, se o debate sobre a expansão mais rápida das despesas previdenciárias contaminou a percepção sobre o que de fato ocorre na despesa com servidores ativos”, pondera o estudo.

No entanto, os pesquisadores consideram ainda mais relevante avaliar como o crescimento relativo do número de servidores ativos bem como a despesa total estão concentrados no Executivo municipal. Em que pese que o valor médio das remunerações desses servidores ser menor e quase equiparado ao do setor privado, são os serviços municipais que vêm sendo mais demandados no setor público.

Por Fernanda Trisotto
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Boa ideia para reciclagem de plástico


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O Ecossocialismo

Parte dos cientistas do nosso planeta concordam que existem mudanças climáticas em curso, e que o aquecimento global está entre elas. O problema é o uso que setores interessados em impor sua ideologia fazem dessa informação. A ecologia e a defesa do meio-ambiente viraram a salvaguarda de grupos que têm interesse em enfraquecer o capitalismo ou simplesmente atacar adversários políticos.

O Ecossocialismo, por exemplo, usa o disfarce das causas ambientais para atacar o sistema capitalista. Se “esquecem” de que em todos os regimes comunistas do planeta a simples defesa do meio-ambiente era considerada “coisa de burguês”. O Mar de Aral , por exemplo, foi praticamente extinto por sucessivas intervenções do governo soviético. E um dos maiores acidentes nucleares da história aconteceu pela negligência soviética, em Chernobyl. No Brasil, existem oito partidos ecossocialistas — PSOL e PCdoB entre eles.

Uma boa leitura para entender como o tema ecologia foi cooptado pela esquerda é o livro ‘Filosofia Verde’, do filósofo britânico Sir Roger Scruton. Ele revela que a ideia difundida de que as principais ameaças ao planeta partem do capitalismo, do consumismo e da exploração exagerada de recursos naturais são falácias.

O vale-tudo para difundir profecias apocalípticas incluem o uso de crianças na causa. O mais recente exemplo é o da ativista sueca Greta Thunberg. O americano Dennis Prager mostra como a esquerda usa da histeria generalizada em relação ao tema para cooptar as crianças, que nutrem genuína preocupação pelo planeta. E Prager aponta que a tática visa apenas ganhar benefícios políticos, pois a mesma esquerda não tem disposição nenhuma em defender a energia nuclear, muito mais limpa que os combustíveis fósseis e mais barata que a energia solar e a eólica. 


Reportagem na Gazeta do Povo de Tiago Cordeiro (https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/quer-salvar-a-amazonia-aposte-na-energia-nuclear/) mostra como as usinas nucleares são a mais eficiente e a mais segura forma de geração de energia que a humanidade já inventou. “Ainda assim, ela só responde por 10% do total de geração de energia do planeta. Esse percentual precisa aumentar. Se querem mesmo salvar a Amazônia e evitar o aquecimento global, os ecologistas deveriam estar protestando a favor das usinas atômicas, e não contra.”

Sem contar outros problemas que a energia solar possui, como a quantidade de resíduos tóxicos que os painéis produzem ao serem descartados. O processo de fabricação também usa produtos químicos que fazem mal aos trabalhadores e ao meio-ambiente . E, provando a tese de Prager, nem por isso a esquerda deixa de fazer proselitismo em cima dessas fontes de energia. O motivo? Porque são claramente inviáveis. 

Um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), publicado em 2018, indica que basear toda a economia em fontes renováveis (hídrica, solar e eólica) seria financeiramente inviável. 

Defender a natureza é uma premissa conservadora, como já disse Sir Roger Scruton. Não é por que o tema foi sequestrado pela esquerda que os conservadores devem empunhar uma motosserra e sair por aí derrubando araucárias, pelo contrário. E sim, defender saídas racionais, como a energia nuclear e o uso de novas tecnologias. Existe muita histeria cercando o assunto. A verdade é que nunca tão pouca gente morreu por problemas ambientais e que até os simpáticos ursos polares, símbolos da propaganda ecossocialista, estão cada vez mais numerosos. E a melhor notícia: nem vamos precisar apelar para o canibalismo, como já andaram sugerindo por aí.
Jones Rossi (Gazeta do Povo)



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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Relíquias na Inglaterra


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ALIANÇA PELO BRASIL


O presidente Jair Bolsonaro, lançou ontem o partido político que terá a sigla de ALIANÇA pelo BRASIL e pela movimentação nas redes sociais, conseguirá entregar as quase 500 mil assinaturas num período bastante curto.

Além do Aliança, outros 76 partidos estão formalmente inseridos no sistema do TSE, como "Partidos em Formação", além dos 32 já existentes.

São eles:
ANIMAIS - PARTIDO POLÍTICO ANIMAIS
ARENA - ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL
CONSCIÊNCIA - CONSCIÊNCIA
FB - FORÇA BRASIL
FRENTE - PARTIDO DA FRENTE FAVELA BRASIL
IDE - IGUALDADE
IGUAIS - IGUAIS
INOVABRASIL - PARTIDO DO PEQUENO E MICRO EMPRESÁRIO BRASILEIRO
LIBERDADE - LIBERDADE
LIGA - LIGA DEMOCRÁTICA LIBERAL
MANANCIAL - PARTIDO MANANCIAL NACIONAL
MCC - MOVIMENTO CIDADÃO COMUM
NOS - NOVA ORDEM SOCIAL
ORDEM - PARTIDO DE ORGANIZAÇÃO DEMOCRÁTICA DOS ESTUDANTES
PACO - PARTIDO DOS CONSERVADORES
PAIS - PARTIDO PELA ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL
PAT - PARTIDO ALTERNATIVO DO TRABALHADOR
PATRI - PATRIOTAS
PB - PARTIDO BRASILEIRO
PC - PARTIDO CRISTÃO
PCD - PARTIDO CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA
PCI - PARTIDO DA CIDADANIA
PCS - PARTIDO CARISMÁTICO SOCIAL
PDB - PARTIDO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO
PDC - PARTIDO DEMOCRATA CRISTAO
PDECO - PARTIDO DOS DEFENSORES DA ECOLOGIA
PDL - PARTIDO DEMOCRACIA LIBERAL
PDS - PARTIDO DA DEFESA SOCIAL
PDSP - PARTIDO DEMOCRÁTICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS
PE - PARTIDO DO ESPORTE
PEB - PARTIDO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
PEC - PARTIDO ECOLÓGICO CRISTÃO
PED - PARTIDO DA EVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA
PF - PARTIDO FEDERALISTA
PFB - PARTIDO DA FAMÍLIA BRASILEIRA
PGT DO B - PARTIDO GERAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL
PHD - PARTIDO HUMANISTA DEMOCRÁTICO
PHN - PARTIDO HUMANITÁRIO NACIONAL
PINA - PARTIDO DA INELEGIBILIDADE AUTOMÁTICA
PIRATAS - PARTIDO PIRATA DO BRASIL
PISC - PARTIDO DA INTEGRAÇÃO SOCIAL E CIDADANIA
PLC - PARTIDO LIBERAL CRISTÃO
PLS - PARTIDO DA LIBERDADE SOLIDARISTA
PMBR - PARTIDO MILITAR BRASILEIRO
PMP - PARTIDO DA MOBILIZAÇÃO POPULAR
PNB - PARTIDO NACIONALISTA DO BRASIL
PNC - PARTIDO NACIONAL CORINTHIANO
PNI - PARTIDO NACIONAL INDÍGENA
PNS - PARTIDO NACIONAL DA SAÚDE
PNTB - PARTIDO NACIONAL TRABALHISTA BRASILEIRO
PPBR - PARTIDO POPULAR BRASILEIRO
PPC - PARTIDO PROGRESSISTA CRISTÃO
PPLE - PARTIDO POPULAR DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO AFRO-BRASILEIRA
PRC - PARTIDO REPUBLICANO CRISTÃO
PRCB - PARTIDO REPUBLICANO CRISTÃO BRASILEIRO
PRONA - PARTIDO DA REEDIFICAÇÃO DA ORDEM NACIONAL
PRONA - PARTIDO DE REESTRUTURAÇÃO DA ORDEM NACIONAL
PRUAB - PARTIDO DA REFORMA URBANA E AGRÁRIA DO BRASIL
PSETE - PARTIDO DAS SETE CAUSAS
PSF - PARTIDO SOCIAL DA FAMÍLIA
PSN - PARTIDO DA SOLIDARIEDADE NACIONAL
PSPB - PARTIDO DOS SERVIDORES PÚBLICOS E DOS TRABALHADORES DA INICIATIVA PRIVADA DO BRASIL
PSPC - PARTIDO DA SEGURANÇA PÚBLICA E CIDADANIA
PSPP - PARTIDO DO SERVIDOR PÚBLICO E PRIVADO
PST - PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA
PTS - PARTIDO DA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
PUMA - PARTIDO UNIVERSAL DO MEIO AMBIENTE
RAIZ - RAIZ - MOVIMENTO CIDADANISTA
RDP - REAL DEMOCRACIA PARLAMENTAR
RNV - RENOVAR
TRIBUNA - TRIBUNA POPULAR
UDC DO B - UNIÃO DA DEMOCRACIA CRISTÃ DO BRASIL
UDN - NOVA UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL
UDN - UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL
UDN - UNIÃO PARA A DEFESA NACIONAL
UP - UNIDADE POPULAR

Como podemos ver, tem siglas para todos os paladares. Boa sorte Brasil.

Fonte: http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/criacao-de-partido/partidos-em-formacao
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