sábado, 6 de julho de 2013

Cuba e seus médicos

O Dr. Gilberto Velazco nasceu em 1980 em Havana e recebeu seu diploma de médico em 15 de julho de 2005.

cuba e seus médicos

No depoimento que me deu por e-mail e por telefone, disse que a sua graduação foi antecipada em um ano depois de uma “formação crítica e gravemente ruim”, excessivamente teórica, feita através de livros desatualizados, velhos, rasgados, faltando páginas, além de “uma forte doutrinação política”.

No hospital onde fez residência havia apenas dois aparelhos de raio X para atender todas as ocorrências noturnas de Havana e não dispunha sequer de reagentes para exames de glicemia.

Pouco adiantava prescrever remédios para os pacientes porque a maioria deles não estava disponível nas farmácias.

A situação médica no país é tão precária que Cuba está vivendo atualmente uma epidemia inédita de cólera e dengue.

Em 2 de fevereiro de 2006 foi enviado à Bolívia numa Brigada Médica de 140 integrantes -14 grupos de 10 médicos cada - que iria socorrer vítimas de inundações que nunca chegou a ver.

No voo entre Cuba e a Bolívia conversou sobre assuntos médicos com o vizinho de poltrona e descobriu que ele não era médico, mas provavelmente oficial de inteligência cubana. Calcula que em cada 140 médicos 10 eram paramilitares.

Na Bolívia, onde lhe disseram que iria permanecer por 3 meses, ficou sabendo que deveria ficar no mínimo por 2 anos, recebendo 100 dólares de salário por mês e que a família receberia 50 dólares em Cuba - quantia que, segundo ele, nunca foi paga.

Viveu e trabalhou em Santa Cruz de la Sierra e em Porto Suarez, na fronteira com o Brasil.

Todos os componentes da Brigada recebiam um draconiano regulamento disciplinar de 12 páginas, dividido em 11 capítulos, que fixava desde horários e requisitos para permissões de saída até regras para relações amorosas com nativos e punia contatos com eventuais desertores.

Os médicos verdadeiros eram vigiados pelos falsos médicos que, segundo Gilberto, andavam com muito dinheiro e armas. Ainda assim, o Dr. Gilberto, em 29 de março de 2006, conseguiu pedir formalmente asilo político à Polícia Federal em Corumbá e foi enviado a São Paulo, onde ficou 11 meses.

Pediu à Polícia Federal a regularização de sua situação para poder fazer os Testes de Revalidação Médica exigidos pelo Conselho Federal de Medicina, mas o pedido de asilo foi negado.

Como o prazo de refúgio concedido pelo Conare - Comitê Nacional para os Refugiados - terminava em fevereiro de 2007, pediu asilo aos EUA no consulado de São Paulo, e em 2 de janeiro de 2007 viajou para Miami, Flórida, onde vive agora.

A família do Dr. Gilberto foi penalizada por sua deserção com 3 anos de proibição de viagem ao exterior, mas atualmente vive com ele na Flórida.

Ele trabalhou para uma empresa internacional de seguros de saúde, onde chegou a receber 50 mil dólares anuais, e atualmente está estudando para concluir os exames de revalidação de seu diploma médico nos EUA.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

O passado que condena

Vale ou não a pena saber com quantos sujeitos sua garota já transou?

sexo

Quase irresistível desejar escarafunchar o passado sexual da parceira. Você fica com a pulga atrás da orelha: perguntar ou não? Sua motivação pode até ser benéfica. Mas, querido, as chances de arruinar a relação, eu apostaria, são muito maiores! Entenda por que eu NÃO recomendo que você pergunte:

COM QUANTOS ELA FEZ SEXO?
Vamos imaginar que ela seja muito sincera (porque não se engane: muitas vão mentir) e tenha dito 60. O número pode até te deixar impressionado. Mas, se ela tem 30 anos e começou a transar aos 16, isso dá uma média de quatro caras por ano. Isso é muito? A noia não para por aí. Você pode ficar pensando que esse número pode ser maior se forem contar as pegações e o sexo oral. Ah, mas ela teve uns namoros firmes, então você tem que descontar os anos em que esteve, teoricamente, com o mesmo cara – o que subirá a média nos anos que ela estava solteira! Então? Se você comparar com o ranking de uma profissional do sexo, é muito pouco. Se comparar com o da sua mãe (o que você pensa ou que ela te contou) é um ABSURDO. E, se você resolver fazer a lista de quantas mulheres já comeu, sabe Deus a que tipo de resultado chegará. De aturdido e revoltado a humilhado, melhor desistir desse tipo de investigação. Além disso, todos gostamos de nos iludir achando que somos, senão os únicos, os mais especiais. Não estrague sua fantasia!

QUAL FOI A MELHOR TRANSA DA VIDA DELA?
Bem, essa é uma pergunta que pode render boas informações e sentimentos dúbios. Ao pedir para ela descrever uma tórrida cena erótica do passado, você pode obter dicas sobre o que a gata mais gosta e, com isso, superar o protagonista em um cenário ainda melhor. Se foi ao ar livre, na praia, você pode arriscar uma transa em alguma cachoeira meio deserta ou na sacada do prédio, em uma linda noite de verão e lua cheia… Acontece que você pode ficar meio enciumado com a resposta se, enquanto ela revisita a memória, os olhos brilharem de tanta satisfação – ainda mais porque, convenhamos, para impressionar, quem conta um conto aumenta um ponto! Enfie sua viola no saco, pois foi você quem perguntou. Ou não pergunte nada e tente superar em cada transa de vocês qualquer uma que imagina que ela já tenha tido.

QUE LOUCURAS ELA JÁ FEZ NA CAMA?
Adentramos território ainda mais perigoso. Primeiro há que se ter intimidade para esse tipo de indagação. Caso contrário, a mulher pode se sentir apenas um objeto sexual. E, se você ficar pedindo cada detalhe de tudo o que ela fez, gostou ou não, perde o gostinho da descoberta que deixa toda relação muito interessante. Mas vai que você acha que a pergunta é muito importante? Nesse caso, há duas opções: 1) Você pode descobrir que muitos desejos são compatíveis e que propor a ela determinada prática sexual não vai deixá-la aterrorizada; e 2) Você pode se assustar com a resposta, achar a garota muito louca, inconsequente ou lunática. É hora então de avaliar se você está sendo preconceituoso ou se a mulher realmente não tem limites e você corre riscos. Por via das dúvidas…

*Ana Canosa é psicóloga clínica, terapeuta e educadora sexual, e acredita que compartilhar intimidade sexual é bom, mas tem limite.


Cópiado do Blog "Meus Poemas e Reflexões: http://ditadosereflexoes.blogspot.com.br/2013/07/o-passado-que-condena.html



Tá liso?


Tornozeleira folheada a ouro


Vídeo: estátua egípcia “amaldiçoada” se move sozinha

O Museu de Manchester (Inglaterra) recebeu nos últimos dias muito mais visitas do que de costume. O motivo? Uma estátua egípcia que aparentemente se moveu sozinha (veja no vídeo).





As explicações variam, desde “tremores no chão causados pelos visitantes” até “espíritos zombeteiros”. Na gravação, fica evidente que a estátua só se move durante o dia e simplesmente para depois de girar cerca de 180°.

Em entrevista ao site LiveScience, o cientista Paul Doherty, do museu de ciência Exploratorium (EUA), sugeriu que a movimentação foi causada pela vibração do vidro da prateleira onde a estátua fica. O vidro, seja por variações na pressão do ar, seja pelo contato de algum visitante, vibra e acaba fazendo com que a estátua, aos poucos, vibre também, e se desloque. Doherty explica, ainda, que a estátua para naquela posição porque seu peso está distribuído de forma assimétrica e sua base é irregular – fazendo com que se estabilize naquele ponto específico.

A estátua, feita de serpentinito, representa um oficial egípcio e data de aproximadamente1.800 aC. Foi doada ao museu em 1933.